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Boletim de Abril/2026

Vithor Silva
Vithor Silva
4 mai 2026 · 9 min de leitura
Databricks

A DEX não para de produzir!

A equipe técnica da DEX está em constante movimento — aprendendo, experimentando e compartilhando conhecimento com o mercado. Cada profissional tem sua própria voz, seu próprio canal, seu próprio ritmo de publicação. E isso é parte da cultura da empresa.

Mas às vezes esse conteúdo fica disperso: um vídeo no canal do Vithor Silva, outro no canal do Lucas Degen, uma live no canal da DEX. É muita informação valiosa espalhada por aí.

Por isso, este post reúne em um só lugar o que a equipe produziu recentemente — para que clientes e parceiros possam acessar tudo de forma centralizada e ter uma visão clara da profundidade técnica que a DEX carrega.


Databricks — User Group Espírito Santo

O Databricks Espírito Santo User Group está crescendo rápido, e a equipe DEX tem sido protagonista nos encontros. Nos últimos eventos, dois temas se destacaram: governança de métricas e automação de implantação.

Unity Metric Views — Vithor Silva

As Metric Views são uma das adições mais relevantes ao Unity Catalog nos últimos meses. Com elas, é possível definir métricas de negócio diretamente na camada de governança do Databricks — reutilizáveis, versionadas e com linhagem rastreável.

No workshop abaixo, Vithor Silva, CTO da DEX, demonstrou na prática como criar e consumir Metric Views, e por que essa abordagem muda o jogo para times que sofrem com métricas inconsistentes entre ferramentas.

Como funcionam na prática?

As Metric Views separam a definição da medida dos agrupamentos de dimensões. Você define a métrica uma vez — por exemplo, soma da receita dividida por contagem distinta de clientes — e o mecanismo de consulta gera o cálculo correto para qualquer dimensão em runtime. Isso contrasta com views tradicionais, que fixam agregações e dimensões no momento da criação.

Além disso, as Metric Views oferecem:

  • Materialização (Experimental): pré-computação e atualização incremental de agregações, com reescrita automática de queries para usar as visões materializadas.
  • Metadados para agentes de IA: sinônimos, nomes de exibição e regras de formatação que aumentam a precisão de agentes de linguagem e garantem consistência entre ferramentas.
  • Suporte a esquemas estrela e floco de neve: relações de múltiplos níveis e junções configuráveis por YAML ou pela interface do Catalog Explorer.
  • Consumo universal: editores SQL, notebooks, dashboards, Genie Spaces e alertas podem consultar as mesmas definições.

Por que isso importa para o seu ambiente? Se você tem múltiplos relatórios calculando “receita líquida” de formas diferentes, as Metric Views são a resposta — uma única definição, governada, que todos os consumidores de dados passam a usar.

Consulte a documentação oficial e saiba mais clicando aqui.


Asset Bundles — Deywillan Mattos

Deywillan Matos, Engenheiro de Dados da DEX, conduziu uma sessão prática sobre Databricks Asset Bundles (DABs) — a solução nativa do Databricks para transformar projetos em código versionável e implantável via CI/CD.

Com DABs, você define jobs, pipelines, permissões e configurações de ambiente em arquivos YAML e os gerencia como qualquer outro artefato de software. Chega de implantar notebooks manualmente ou manter scripts de deploy frágeis.

O que um Bundle engloba?

Um bundle é a definição completa de um projeto Databricks. Ele inclui:

  • Infraestrutura e configurações de workspace necessárias
  • Arquivos de código-fonte (notebooks, Python)
  • Definições de recursos: Lakeflow Jobs, pipelines, dashboards, Model Serving endpoints, MLflow Experiments e Modelos registrados
  • Testes unitários e de integração

Tudo isso é descrito em arquivos YAML versionados e implantado como uma única unidade via Databricks CLI (databricks bundle init). O resultado é um fluxo de CI/CD completo, auditável e reproduzível — sem scripts de deploy customizados nem implantações manuais.

Quando usar?

A Microsoft recomenda DABs especialmente para: projetos em equipe com múltiplos contribuidores; pipelines de ML que precisam seguir boas práticas de produção desde o início; padronização organizacional com templates customizados; e ambientes regulados onde rastreabilidade de código e infraestrutura é exigência de compliance.

Por que isso importa para o seu ambiente? Times que ainda implantam workloads Databricks de forma manual ou via scripts customizados estão acumulando dívida operacional. DABs é o padrão — e o Deywillan mostra como começar.

Consulte a documentação oficial e saiba mais clicando aqui.


Microsoft Fabric — Canal Data Expeditions

Lucas Degen, Engenheiro de Dados da DEX, mantém o canal Data Expeditions com conteúdo focado em Microsoft Fabric. Em três vídeos recentes, ele cobriu desde a decisão de adotar o Fabric até os detalhes de seus principais mecanismos de ingestão.

Por que usar o Microsoft Fabric no seu ambiente de dados?

Antes de qualquer detalhe técnico, existe uma pergunta que todo gestor e arquiteto precisa responder: o Fabric faz sentido para o meu cenário?

Lucas aborda exatamente isso — o posicionamento do Fabric como plataforma unificada, seus pontos fortes em relação a ambientes fragmentados e os critérios que devem guiar a decisão de adoção.


Microsoft Fabric Copy Job — Carga Full, Incremental e CDC

O Copy Job é um dos recursos mais práticos do Fabric para quem precisa replicar dados entre fontes. Lucas explica em detalhes como configurar as três estratégias de carga — Full, Incremental e CDC (Change Data Capture) — e em qual cenário cada uma se aplica.

O que o Copy Job suporta na prática?

Diferente de uma Copy Activity dentro de um Pipeline, o Copy Job é uma experiência dedicada — sem necessidade de pipeline ao redor. Ele oferece:

ModoQuando usar
Full CopyCada execução replica todos os dados da origem
Incremental (Watermark)Detecta dados novos por uma coluna de controle (datetime, integer, ROWVERSION)
Incremental (CDC)Replica inserções, atualizações e deleções quando CDC está habilitado na origem

Além do modo de carga, você controla como os dados são escritos no destino: Append (acumula histórico), Overwrite (substitui), Merge (atualiza por chave) ou SCD Type 2 (mantém histórico com datas de vigência).

Outros destaques: criação automática de tabelas no destino, colunas de auditoria para rastreabilidade por linha, agendamento múltiplo (diário, semanal, pontual) e suporte a mais de 50 conectores de origem e 40 de destino — incluindo fontes on-premises via gateway.

Por que isso importa para o seu ambiente? Escolher a estratégia de carga errada gera retrabalho, custos desnecessários e dados desatualizados. Este vídeo elimina a dúvida de uma vez.

Consulte a documentação oficial e saiba mais clicando aqui.

Domine Pipelines no Microsoft Fabric

Pipelines são poderosos — mas nem sempre são a ferramenta certa. Lucas responde a pergunta que muita gente evita fazer: quando usar Pipelines e, tão importante quanto, quando não usar?

O guia de decisão do Fabric em poucas linhas

A documentação oficial da Microsoft resume bem quando usar cada ferramenta:

FerramentaCenário ideal
MirroringReplicação near real-time com configuração mínima
Copy JobIngestão incremental/CDC multi-tabela, sem código
Copy Activity (Pipeline)Orquestração complexa com dependências e transformações leves
Dataflow Gen 2Transformações sem código com 170+ conectores (Power Query)
NotebooksTransformações complexas, ML, código-first com Spark
Apache Airflow JobsOrquestração code-first com DAGs Python
EventstreamsIngestão e processamento de dados em tempo real

A pergunta central é: você quer mover dados ou transformá-los? Dentro de cada categoria, o nível de código exigido e o tipo de carga (batch, incremental, streaming) determinam a ferramenta certa.

Consulte a documentação oficial e saiba como decidir, clicando aqui.


DEX Talks — O Fim de uma era no Power BI

Em uma das lives do canal da DEX, a equipe discutiu um tema que movimentou o mercado: as mudanças no Power BI Premium e o que elas significam para empresas que dependem dessa licença.

O que muda? O que fica? Como o Microsoft Fabric reposiciona o Power BI dentro do seu ecossistema? Essas perguntas foram respondidas com profundidade na live abaixo.

O que está mudando com o Dataflow Gen1?

O Power BI Dataflows Gen1 passou mais de 8 anos como a principal solução de preparação de dados low-code da Microsoft. A Microsoft declarou oficialmente que o Gen1 “atingiu o fim da inovação ativa” e está entrando em estado legado — as limitações remanescentes exigiriam mudanças arquiteturais profundas que já foram incorporadas no Gen2.

As principais limitações que motivam a transição:

  • Suporte restrito a destinos de armazenamento
  • Desempenho inferior em grandes volumes de dados
  • Ausência de capacidades de IA integradas
  • Diagnósticos menos detalhados
  • Modelo de custeamento menos flexível (amarrado à capacidade Premium)

O que o Dataflow Gen2 entrega?

AspectoGen1Gen2
DestinosLimitadoSharePoint, OneDrive, ADLS, SQL, Lakehouse, Snowflake e mais
PerformanceProcessamento padrãoProcessamento paralelo com tempos de atualização significativamente menores
IANenhumaCopilot converte linguagem natural em lógica Power Query
CusteamentoVinculado à capacidade PremiumDesacoplado — pague apenas pelos recursos utilizados

Sobre os prazos

A Microsoft garantiu um aviso mínimo de 12 meses antes de qualquer encerramento para clientes Premium. Para licenças Pro/PPU, o cronograma ainda está sendo finalizado, mas o Gen1 segue suportado no momento. Clientes em ambientes GCC terão acesso ao Gen2 antes de qualquer transição obrigatória.

Para migração, a Microsoft disponibiliza a opção “Save as Dataflow Gen2” para conversões individuais e APIs para automação em larga escala de portfólios maiores.

Confira a nota oficial da Microsoft sobre o encerramento do Dataflow Gen1, clicando aqui.

Se você ainda usa Power BI Premium, este conteúdo é leitura obrigatória — melhor se antecipar às mudanças do que ser surpreendido por elas.


Seu ambiente de dados pode ir mais longe

Os temas cobertos aqui — governança de métricas, CI/CD para Databricks, migração para Fabric, estratégias de ingestão — não são apenas conteúdo educativo. São desafios reais que a DEX enfrenta com seus clientes todos os dias.

Se algum desses tópicos ressoou com algo vivido no ambiente de dados da sua empresa, a DEX está pronta para ajudar.

Seja uma dúvida pontual, uma avaliação do ambiente atual ou a estruturação de um projeto de modernização de dados, a equipe está disponível:

Entre em contato e descubra como a DEX pode ajudar a evoluir o seu ambiente de dados.

Prefere uma conversa direta? Agende uma reunião com o time de especialistas da DEX e tire suas dúvidas sobre os temas apresentados ou avalie oportunidades de melhoria no seu ambiente.


A DEX agradece a Deywillan Matos e Lucas Degen pela produção contínua de conteúdo técnico de alta qualidade. É essa energia que move a empresa.

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